Gosto de fantasia e ficção, pois considero a vida real pesada demais; como jornalista, já contei muitas realidades, umas lindas, outras nem tanto, no entanto, sempre tive medo de não conseguir escrever aquela vida como ela merecia, por isso, quero escrever uma ficção fantástica que, no fundo, nada mais é do que uma realidade adaptada, afinal poucos são os escritores que conseguem criar novos mundos.
Escrever, muito mais do que juntar palavras, é, em alguns casos, organizar pensamentos, curar sentimentos, deixando eles gravados em outra coisa que não há mente, onde o potencial destrutivo as vezes é grande. Aqui eu vomito minhas penas e alegrias. De maneira meio bagunçada, eu sei, mas é porque as coisas ainda estão se organizando aqui dentro.
Não há uma ordem para a escrita, ela flui, quase como se ditada por algo maior, capaz de colocar em palavras o que até eu finjo não existir. O que eu não consigo vocalizar, eu escrevo, mas nem sempre. Aqui não me preocupo com o português da coisa, só em escrever, expressar, contar de mim. Até na escrita eu quero perfeição, harmonia, só que isso não existe.
A palavra escrita é feita de reticências, pontos e vírgulas, pontos finais que não finalizam nada e exclamações de dor e alegria. Aqui eu questiona e me respondo, ou não; sou eu e não sou. Aqui eu posso perguntar: quem sou, pra onde vou, o que devo fazer? Se vou descobrir essas respostas, só lá no final dessa vida vou saber, ou não, quem sabe. Ah, esses finais que não finalizam nada, eu odeio...
Nenhum comentário:
Postar um comentário